Joan Osborne - One of Us

Joan Osborne – One of Us

 

 

Letra original (inglês)

If God had a name what would it be?
And would you call it to his face?
If you were faced with Him in all His glory
What would you ask if you had just one question?

Yeah, yeah, God is great
Yeah, yeah, God is good
Yeah, yeah, yeah-yeah-yeah

What if God was one of us?
Just a slob like one of us
Just a stranger on the bus
Tryin’ to make his way home?

If God had a face what would it look like?
And would you want to see, if seeing meant
That you would have to believe in things like heaven
And in Jesus and the saints, and all the prophets?

Yeah, yeah, God is great
Yeah, yeah, God is good
Yeah, yeah, yeah-yeah-yeah

What if God was one of us?
Just a slob like one of us
Just a stranger on the bus
Tryin’ to make his way home?

Tryin’ to make his way home?

Back up to heaven all alone
Nobody calling on the phone
‘Cept for the Pope maybe in Rome

 

Letra (traduzida)

Se Deus tivesse um nome, qual seria?

E tratá-lo-ias assim?

Se te visses face a face com Ele em toda a Sua glória

O que perguntarias se tivesses apenas uma questão?

 

Sim, sim, Deus é grande

Sim, sim, Deus é bom,

Sim, sim, sim

 

E se Deus fosse um de nós?

Apenas um desleixado como um de nós?

Apenas um desconhecido no autocarro

A tentar chegar a casa?

 

Se Deus tivesse uma face, a que se assemelharia?

E será que a querias ver, se ver significasse

Que terias de acreditar em coisas como o céu

E em Jesus e nos santos, e em todos os profetas?

 

Sim, sim, Deus é grande

Sim, sim, Deus é bom

Sim, sim, sim

 

E se Deus fosse um de nós?

Apenas um desleixado como um de nós?

Apenas um desconhecido no autocarro

A tentar chegar a casa?

 

A tentar chegar a casa?

 

A voltar ao céu, sozinho

Sem chamadas no telefone

Exceptuando o Papa, talvez, em Roma

 

Esta letra pode ser fruto de uma interessante reflexão, mesmo se acharmos que foi escrita sem um grande pensamento nesse sentido. O segundo verso pode ter um duplo sentido. “Será que o tratavas assim?” ou “Será que lhe chamavas isso” pode querer dizer, por um lado, quão próxima seria a relação com Deus se o tratássemos de modo familiar e se nos atrevêssemos (sendo que então, nessa relação familiar já não seria um atrevimento) a tratá-lo mesmo assim, face a face. Por outro lado, será que nos atreveríamos a dizer-lhe as coisas más com que o tratamos, ou que podemos pensar quando estamos zangados com Ele, se o víssemos face a face? Em suma, a nossa relação com Deus, para o bem e para o mal, até que ponto é que é completamente transparente?

            E depois, os grandes “e se”. Costumamos dizer, enquanto cristãos, que temos de nos comportar como se o outro fosse Jesus. Acho que muitas vezes quando dizemos isto, apenas queremos dizer “pensa que no outro está Jesus, pode ser que assim seja mais fácil fazeres o bem a essa pessoa”, quase como se fosse com objetivo pedagógico, e não com a verdadeira noção do que isso possa implicar. Mas também sabemos, como diz São Paulo, que somos templos do Espírito Santo. Portanto, Deus habita verdadeiramente em nós. E não apenas como um modo de falar, como algo simbólico para realçar algo.

                Passamos por tanta gente na nossa vida, amigos, conhecidos, desconhecidos, colegas de trabalho, funcionários públicos, pessoas por quem passamos na rua, altos, baixos, magros, gordos, alegres, tristes, amigáveis, irritantes. Um qualquer estrangeiro no autocarro, como diz a música, ou no metro, ou no aeoroporto, ou no estádio de futebol. Todos diferentes, tal como nós somos diferentes de todos os outros. Será que já parámos verdadeiramente para pensar: “E se Deus fosse um de nós?”