Paciência com Deus

Paciência com Deus

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Informações

Título: Paciência com Deus: Oportunidade para um encontro
Autor: Tomáš Halík
Editora: Paulinas
Número de Páginas: 288
ISBN: 9789896732851
Ano de Publicação: 2013
Título Original: Patience with God – The Story of Zacchaeus Continuing in Us

 

 

Sinopse

Um crente que diz que os ateus não estão errados!

Tomáš Halik produz com este livro uma das mais estimulantes respostas ao diálogo, nem sempre pacífico, entre fé e ateísmo. O seu argumento é de que a única grande diferença entre ateus e crentes é a paciência. Os ateus não estão errados, apenas impacientes. No fundo, pretendem resolver rapidamente as dúvidas em vez de suportá-las. Mas a insistência dos ateus em afirmar que o mundo natural não prova a existência de Deus está correta. E a sua experiência da ausência de Deus é uma experiência verdadeira, compartilhada também pelos crentes. A fé não é uma negação de nada disso. Pelo contrário, é uma resistência paciente face à ambiguidade do mundo e uma espera confiada na ausência de Deus. A fé não é senão, como o sugestivo título de Halik indica, a paciência com Deus. Em contraste com a retórica fechada de alguma apologética – que com uma ingenuidade drástica tenta simplesmente contornar a ambivalência do mundo natural e as dificuldades reais do ato de crer, Tomáš Halik dá, de facto, uma reposta sensível e realista, do ponto de vista cristão, às interrogações do ateísmo. “Paciência com Deus” constitui, no seu efeito surpresa, um grande acontecimento editorial. É um livro premiado internacionalmente que por toda a parte suscita debates apaixonados. Tomáš Halik é não só o mais importante intelectual católico da República Checa, mas tornou-se, com esta obra, um autor europeu de referência.

Comentário

Um excelente livro, que procura abraçar aqueles que aparentemente não são capazes de se considerarem cristãos, mas que, no entanto, não deixam de o ser, bem como grande parte dos ateus que “andam à procura”. Ao fazê-lo, o autor quer fazer-nos perceber que também nós, por vezes, oscilamos entre a fé convicta e a dúvida que parece inultrapassável, e que não estamos tão distantes dos ateus, nem eles de nós. Basicamente, a única diferença entre nós é a paciência. Os ateus não estão errados, apenas impacientes. No fundo, pretendem resolver rapidamente as dúvidas em vez de suportá-las. Mas a insistência dos ateus em afirmar que o mundo natural não prova a existência de Deus está correta. A sua experiência da ausência de Deus é uma experiência verdadeira, compartilhada também pelos crentes.

João Barreiro