A Noite do Confessor

A Noite do Confessor

ANoiteDoConfessor

Informações

Título: A Noite do Confessor: A fé cristã numa era de incerteza
Autor: Tomáš Halík
Editora: Paulinas
Número de Páginas: 336
ISBN: 9789896733636
Ano de Publicação: 2014
Título Original: Night of the Confessor: Christian Faith in an Age of Uncertainty

 

 

Sinopse

Em Tomáš Halík encontra-se uma rara combinação de inteligência com o invulgar compromisso de não trair nunca o genes que nos une a todos, crentes e não-crentes, como filhos de Deus. Essa combinação, que é uma constante, confirmada num dos seus últimos livros – Paciência com Deus (3.ª edição, publicado por Paulinas) – constitui uma poderosa chave de leitura do humano nas suas complexas e tantas vezes paradoxais inter-relações. Halík costuma retirar-se, sempre que decide verter em escrita as reflexões que lhe suscitam as suas experiências do mundo. Como ele próprio diz: «cada um dos livros que escrevi na solidão estival de um eremitério é de um género diferente, mas todos eles têm algo em comum: sempre foi minha intenção partilhar a experiência decorrente de diversas áreas da minha atividade e por isso também, segundo outra perspetiva, ajudar a diagnosticar o ambiente do tempo presente». No caso vertente, A noite do Confessor, fala-nos não tanto da sua experiência como confessor, mas mais, do que essa auscultação lhe faculta como inquirição do mundo como espaço humano da fé num querer marcado de fragilidade. «A fé de que se fala é paradoxal por natureza – diz-nos Halík. – Temos, portanto, de usar paradoxos para escrever sobre ela com honestidade e de modo não superficial, e só a podemos viver como um paradoxo. (…) Gostaria de meditar sobre esses mistérios da fé – bem como sobre muitos problemas do nosso mundo, iluminados por tais mistérios – com a ajuda de duas pistas – duas afirmações paradoxais: “Ao homem é impossível, mas a Deus tudo é possível”; a segunda é de São Paulo, “pois quando sou fraco, então é que sou forte”.»

Comentário

A partir da sua experiência de sacerdote, Tomás Halík vai contando algumas das suas experiências, tirando daí propostas para reflexão pessoal. Aquilo que considero mais importante ao longo do livro é a defesa que Tomás Halík faz de certos atributos que, mesmo no seio cristão, muitas vezes abandonamos, pois achamos que são sinal de uma personalidade fraca e de um cristianismo fraco: a fé discreta, o silêncio, a contemplação, a alegria interior, a humildade.

João Barreiro