"Dar Voz ao Silêncio": Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica Portuguesa

“Dar Voz ao Silêncio”: Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica Portuguesa

Já está disponível a plataforma da Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica Portuguesa. Com o nome “Dar Voz ao Silêncio”, este é um espaço onde qualquer pessoa pode denunciar a situação de que foi vítima. Na apresentação da Comissão, em dezembro, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), o bispo D. José Ornelas, lembrou que é importante trilhar “um caminho de verdade, sem preconceitos, nem encobrimentos”.

Criada na sequência de uma decisão da CEP em novembro de 2021, a Comissão Independente, composta por leigos de várias áreas, vai realizar um estudo sobre abusos sexuais praticados contra crianças e adolescentes (dos 0 aos 18 anos de idade) no seio da Igreja Católica Portuguesa, a apresentar no final do ano.

Até agora as denúncias podem ser feitas através do preenchimento de um formulário na plataforma, por telemóvel para o +351 91 711 00 00 ou para o email geral@darvozaosilencio.org. É ainda possível agendar um encontro presencial com os membros da Comissão, mediante marcação prévia através do +351 91 711 00 00. Em breve, estará disponível uma morada para enviar cartas.

A CEP criou também, a pedido do Papa Francisco, Comissões Diocesanas para a Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis, para também recolher denúncias e orientar quem queira trabalhar no campo da prevenção. Em Santarém, a comissão é coordenada pelo padre Aníbal Vieira, e integra o juiz Francisco Martins Guerra, a médica pediatra Isabel Santa Marta, o padre João Ramalho Ribeiro e a médica especialista em medicina geral, com mestrado em sexologia e terapeuta familiar, Margarida Ribeiro de Almeida. A comissão diocesana de Santarém pode ser contactada através do seguinte email protecaodemenores@diocese-santarem.pt.

Enquanto cristãos, todos somos chamados a colaborar, seja através da denúncia ou da partilha destas informações. Todos estes espaços são lugares seguros.