Jornadas Mundiais da Juventude

Jornadas Mundiais da Juventude

O que é a JMJ?

A Jornada Mundial da Juventude é um encontro de jovens católicos com Deus, o Papa e milhares de jovens dos vários continentes.
Em 1984 o Papa fez um convite aos jovens, celebrar juntos o “Jubileu Internacional da Juventude”, no Domingo de Ramos. Foram muitos os jovens que aceitaram este convite e se deslocaram ao Vaticano, aí, o Papa João Paulo II, entregou uma cruz ao mundo, cruz que hoje percorre os vários continentes carregada por jovens de todo o mundo, a Cruz da JMJ.

As Jornadas Mundiais da Juventude tiveram o seu começo no ano 1986, a 1ª JMJ realizou-se no Domingo de Ramos em Roma, instituída pelo Papa João Paulo II. A última JMJ realizou-se em 2013, no Rio de Janeiro (Brasil) com o tema “Ide e fazei discípulos por toda a parte”, a próxima será já em 2016 em Cracóvia (Polónia) com o tema das Bem-Aventuranças: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia” (Mt 28,19).

Aqui poderás encontrar mais informação e atualizares-te sobre esta grande aventura: JMJ’16
(o site encontra-se traduzido em Inglês, Espanhol, Francês, Alemão e Italiano)

Abaixo fica um dos muitos vídeos sobre a JMJ e o testemunho de uma jovem portuguesa que foi voluntária na JMJ’13, no Rio de Janeiro.

“JMJ, uma jornada que transforma”

A vontade de me colocar à “estrada” começou em tenra idade, quando o meu irmão mais velho entra na viagem para Santiago de Compostela, mas só 8 anos depois vivo a minha primeira grande experiência de JMJ, em Paris. Porque gostei tanto, repito a experiência nas JMJ do ano Jubilar em Roma, nas quais me senti tocada de forma especial por tamanha experiência de amor e partilha. Tive a oportunidade de fazer um caminho de descoberta pessoal. Pode ter parecido pequeno, mas deixou raízes profundas que transformaram o meu olhar para sempre.

Entretanto, decido parar e experimentar novas vivências de fé, nesse percurso descubro Taizé, lugar que passa a ser “despertar” na minha vida, que me relança num crescimento pessoal e me direciona para Deus, fazendo amadurecer a minha caminhada de unidade com os outros.

Não me sentindo plenamente realizada, sou tocada por um apelo de “servir”, de viver uma experiência de JMJ como voluntária, algo que faço em 2011, em Madrid. Ser voluntária das JMJ Madrid transformou-se numa experiência marcante e reveladora. Ficou claro que só quando as pessoas se entregam de coração é que os acontecimentos da vida fazem sentido e se é capaz de sentir unidos a Deus de forma tão profunda. Foi uma experiência de “multidão” que se converteu numa experiência magnífica de intimidade com Deus. Enquanto voluntária, uma pessoa sente-se muito tocada por Deus através dos outros.

Questionei-me se haveria uma idade certa para ir ao encontro de Deus? Concluí que a idade certa é “sempre”, pois Deus está sempre de braços abertos para nos acolher. Deus revela-se como presença constante nas nossas vidas e chama-nos a existir na vida dos outros de forma desprendida, “abandonando-nos” a Cristo e comprometidos com os que estão a nosso lado, num ideal de amor universal.

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JMJ, experiência de vitalidade e esperança

Olhando para trás, mais de um ano decorrido da JMJ do Rio, percebo-a como uma experiência de vitalidade e esperança. Sou capaz de sentir que os jovens se colocam a caminho pela pessoa de Jesus Cristo.

O Rio de Janeiro, lugar em que o português soa a samba, foi presenteado com um colorido bem diferente durante a JMJ.

Portadores de uma alegria contagiante, os jovens, no meio de cada grito, de cada canto de alegria, do colorido das bandeiras, faziam sobressair a pessoa de Jesus em cada um pessoalmente.

A JMJ é uma surpresa constante na forma de Deus se comunicar.

Com a JMJ todos fomos convidados a ser revolucionários e enviados a ser felizes, mas nunca sozinhos.

As JMJ relançaram a minha caminhada de fé e transformaram a minha forma de estar e existir no mundo. O agir é a mais clara consequência dessa transformação. Sinto que faço parte de uma geração que não é diferente das anteriores, já que partilha dos mesmos medos e sonhos, mas é uma geração que pode, e deve, fazer a diferença pelo testemunho e pelo comprometimento numa sociedade mais humana e viva.

Esta geração JMJ, marcada pela adesão a Jesus, coloca cada um a caminho numa vivência de descoberta constante de Deus e do Seu amor, e é bom fazer parte dela.

Para os que já foram, repete-se o apelo de voltar a partilhar dias de jornada, para os que nunca participaram, Carcóvia é uma excelente oportunidade para experimentar algo novo, que certamente irá surpreender.”

Lúcia Morgado
(voluntária portugueses na JMJ’13)