Entre-tanto

Entre-tanto

Entre-tanto

Informações

Título: Entre-tanto
Autor: José Frazão Correia
Editora: Paulinas
Número de Páginas: 190
ISBN: 9789896733698
Ano de Publicação: 2014

 

 

 

Sinopse

«A teologia de José Frazão Correia mostra-nos que cada um de nós é uma biografia do paraíso. Como? Elaborando corajosamente o viver e a sua dramática; tomando a vida, e a vida como ela é, como cartografia para o sobressalto da graça; revisitando esperançadamente este arco inacabado, entre nascer  e morrer; esta travessia entre silêncios, enigmas e lavas; esta habitação convulsa, ao mesmo tempo precária e sublime; esta turbulência de parto; este pacto estabelecido entre o instante e o eterno, este hífen entre o desmedidamente tanto. Este é um dos mais belos livros de teologia que se escreveram em Portugal nos últimos» José Tolentino Mendonça

Comentário

Entre-tanto começa com um jogo de palavras, um jogo de sentidos que nos leva a olhar não tanto para o “entre” e o “tanto”, mas sim para o hífen que une as duas palavras, porque, como diz o autor, é “no centro [que] está a fronteira”. Olhando para este hífen, para esta ponte/relação entre Deus e o Homem que José Frazão Corrreia nos incita a olhar para um Amor que nos faz ser. É no Amor dado, no Amor gerado em Cristo, que não somos estéreis, que geramos vida e somos salvos. Um amor que dá origem à oração que, por sua vez, nos conduz para o amor.

Olhamos também para a promessa e para a confiança, uma promessa que nos “trás à vida e nos mantém em vida” e a confiança da fé cristã que nos faz reconhecermo-nos como dom. No entanto, nem sempre este percurso/reconhecimento é fácil de alcançar , sendo necessário passar por um caminho de perdas e de paixão, “a passagem faz-se passio“. Redescobrimos os nossos lugares e ritmos, transformamos a nossa forma de estar e de olhar para a nossa vida. “Não somos, apenas, herdeiros, também somos projetistas. Não somos só recordação do passado, investigadores de um sentido escondido, mas, também, construímos o futuro como dadores de sentido. Não somos, apenas, citação; somos, também, escritores de um texto inédito.”